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Desvendando a Lava Jato

Lava Jato. Sérgio Moro. Delação Premiada. Você com certeza já escutou todos esses nomes. A operação que começou para investigar esquemas de corrupção na Petrobras, cresceu e ganhou fama no pais inteiro. Ela descobriu bilhões de dólares em pagamentos de propinas à políticos e levou a prisão de figuras poderosas.

Mas o que mudou no Brasil para a Lava Jato acontecer? Muitos atribuem a mudança ao Juiz Sérgio Moro. Claro que o espirito voluntarista de juízes como o Moro é essencial para essa mudança. Mas, muitas vezes esquecemos de três outros grandes protagonistas na luta contra a corrupção.

O primeiro não é uma pessoa, mas sim uma conjunção de forças. O trabalho integrado do Ministério Público junto com a Polícia Federal e o Judiciário tornou-se muito mais forte nos últimos anos. Esse trabalho coordenado é recente e a sinergia entre policiais, promotores e juízes é fundamental, especialmente através das forças tarefas. Se a luta tem sido mais bem-sucedida, não foi por causa da ação individual, mas sim, por causa da cooperação triangular entre as nossas instituições.

O segundo protagonista é um que muitas vezes é esquecido, é a própria lei. Dilma Rousseff, querendo ou não, abriu uma verdadeira caixa de pandora, desencadeando as investigações que balançaram Brasília. Estamos falando da lei de colaboração premiada, assinada por Dilma em 2013. Essa lei é histórica, pois pela primeira vez, acordos de delação podem ser usados no processo investigativo.

Para entender como essa lei funciona, precisamos falar um pouco sobre a Teoria dos Jogos, especificamente o famoso “Dilema do Prisioneiro”. Imagine uma situação onde a polícia prendeu dois suspeitos de um crime, que estão sendo interrogados em salas separadas. Cada um deles tem duas opções: ficar calado ou confessar, entregando o parceiro. O dilema acontece porque nenhum dos dois prisioneiros sabe qual será a escolha de seu comparsa. Se um deles escolher confessar, e outro não, o delator recebe tratamento favorável, como uma sentença reduzida. O outro, fica sem nada. Então, confessar seria a escolha mais racional para ambas as partes.

Também tem outro detalhe, quem delatar primeiro, se não for o líder de uma organização criminosa, pode ser absolvido. Após a quebra do silêncio, a tendência é que outros comecem a delatar, porque aqueles que ficarem por último vão ter menos benefícios ou vão simplesmente ter menos a dizer. Assim, a caixa de pandora foi aberta!

Finalmente, não podemos esquecer da pressão social e da visibilidade da investigação. A insatisfação com os nossos políticos veio de mãos dadas com a crise econômica atual. No dia 13 de março de 2016, milhões de brasileiros foram as ruas, no maior ato político da história do país, cansados de tanta corrupção e irresponsabilidade. Os veículos de comunicação também costuraram cada pedacinho da narrativa, para que a população conseguisse acompanhar cada nova denúncia.

Por causa da combinação de todos esses fatores, nenhum politico conseguiu empurrar a lava jato para debaixo do tapete.

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Comments (3)

  • Elizabeth Bomfim 1 ano ago Resposta

    Muito bom. Lingiagem simples e clara. Todos podem entender assim. Adorei!

  • Elizabeth Bomfim 1 ano ago Resposta

    Muito bom. Linguagem simples e clara. Todos podem entender assim. Adorei!
    Otima iniciativa. Parabéns Giovana Bellotti. O Brasil precisa de jovens como você.

  • Maria Paula 1 ano ago Resposta

    Espero que esta operação realmente dê uma “limpada” em nosso sistema político!!!

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